Estou com um nó na garganta, uma sensação ruim que não quer passar. Essa incerteza, esse medo de não dar certo, essa vontade de gritar e não ter voz. Me sinto despreparada, desestruturada, desequilibrada, desamparada… no meio de tanta gente que, se não sabe, parece saber muito bem o que está fazendo. Me sinto uma criança aprendendo a andar no meio dos adultos que não param de correr.
E simplesmente não sei o que fazer. Não sei se espero um pouco, e choro. Ou se vou tentando, tropeçando, e me desesperando por não saber se estou fazendo aquilo que devia. Talvez seja melhor acreditar que estar certo, e esperar um possível tombo. Talvez seja melhor assistir à minha vida passando.
Minhas mãos param de agir, meu cérebro congela, e olho pra essa tela, cheia de linhas e pontos, sem entender como fui parar ali. E essa luz azul, gelada. A falta de vontade, de compreensão, de ânimo. Estou com um nó na garganta, estou perdida.
Time it was and what a time it was it was,
A time of innocence a time of confidences.
Long ago it must be, I have a photograph
Preserve your memories, they’re all that’s left you.
Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente. — Clarissa Corrêa
(li isso eu um fotolog hoje, e representa tão bem o momento que estou, que precisei postar. pra compartilhar, e guardar.)
Então… eu sei.
- Laila Zin
(porque às vezes é bom esclarecer quem somos)
Não quero nem pensar nos problemas. Não quero pensar em nada. Nada.





